Resenha #131: Manual para românticas incorrigíveis

Título: Manual para românticas incorrigíveis
AutorGemma Townley
Editora: Record
Nº de Páginas: 368


Apesar dos protestos de amigos, Kate Hetherington ainda acredita ser possível achar seu príncipe encantado. Quando encontra um antigo guia, intitulado o "Manual para Românticas Incorrigíveis", Kate decide dar uma chance ao seu romantismo e seguir as dicas do livro para encontrar o parceiro ideal. E este será apenas o começo de uma aventura para a qual nenhum manual terá as respostas.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje a resenha é sobre o livro Manual para românticas incorrigíveis, da autora Gemma Townley, irmã de ninguém mais, ninguém menos que Sophie Kinsella, minha autora favorita do gênero! Já falei sobre ele no canal, nas leituras do mês de janeiro, mas, como sei que tem muita gente que não acompanha as duas redes, vim conversar um pouco sobre ele por aqui também! Bora saber o que achei da leitura?




Se você encontrasse um manual que promete te colocar o amor da sua vida de bandeja em sua frente, você embarcaria nessa leitura?

Kate é uma romântica inveterada que está cansada de esperar pelo “príncipe encantado”, aquele que fara a borboletas de seu estômago se agitarem, suas mãos tremerem e seu sangue ferver. Ela esperou pelo “cara perfeito” por toda vida e, agora com quase trinta anos, começa a se desesperar e perder as esperanças de que esse homem finalmente apareça em sua vida.

Após um papo com seus melhores amigos, Sally e Tom, amigos de longa data que são totalmente o seu oposto, já que são extremamente práticos, ela acaba voltando para casa chateada e descobre um livro no Ebay chamado “Manual Para românticas incorrigíveis” que promete fazer com que ela conquiste o homem do seus sonhos seguindo alguns passos e, caso o livro não traga seu amor, seu dinheiro será devolvido. A proposta tentadora e o impulso de encontrar “A” pessoa fazem com que ela compre o livro e aí toda a nossa história começa.

Kate passa a seguir as regras do livro e encontra um homem que no primeiro momento parece ser o príncipe encantado. Na medida em que a leitura do manual vai avançando, Kate passa a ser uma mulher diferente, colocando Joe em primeiro lugar.


Kate começa então a se questionar se vale tanto a pena mudar quem é para estar com alguém e em meio a suas trapalhadas e confusões ela começa a levantar questionamentos para o leitor sobre amor próprio, pessoa ideal e o suposto par perfeito.


Este é um daqueles romances água com açúcar ótimos para ler em uma tarde, ou naquele momento que você simplesmente quer uma leitura fofa.

Este é um daqueles livros repletos de clichês, que você já adivinha o final nos primeiros capítulos (no meu caso, nos primeiros diálogos rs), mas que te proporciona uma leitura leve, prazerosa e que traz questionamentos bem interessante em meio a risadas e suspiros.

Esta é uma história sobre amadurecimento. É sobre se amar e se aceitar antes de querer ser “perfeita” para alguém. É sobre não esperar um príncipe encantado e sim uma pessoa que some, que agregue amor e coisas boas em sua vida e que te faça feliz.

Um ponto que achei interessante nesse livro é o ponto de vista da amiga de Kate que também é mostrado. Ela é o oposto de Kate, sendo extremamente cética e pragmática. Observando o relacionamento das duas, temos novamente uma mensagem sobre a necessidade de um balanço em relacionamentos.

Estes não são os únicos pontos de vista mostrados na história e esse representa um diferencial da mesma. Temos a visão da personagem principal, dos seus amigos, do suposto príncipe encantado e de diversas outras pessoas, o que nos dá um panorama completo da história.

Resumindo, esta é uma leitura despretensiosa que passa vários ensinamentos enquanto te arranca risadas. É um daqueles livros fofos que você lê em uma sentada, mas, que vai ter um lugarzinho no seu coração por um bom tempo. Tendo isso em vista, fica aqui minha recomendação para os amantes de chick lit e os que querem se aventurar no gênero.

E essa foi a recomendação de hoje pessoal! Espero que tenham gostado e que não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!


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Resenha #130: Psicose

Título: Psicose
AutorRobert Bloch
Editora: Darkside
Nº de Páginas: 240


Psicose, o clássico de Robert Bloch, foi publicada originalmente em 1959, livremente inspirada no caso do assassino de Wisconsin, Ed Gein. O protagonista Norman Bates, assim como Gein, era um assassino solitário que vivia em uma localidade rural isolada, teve uma mãe dominadora, construiu um santuário para ela em um quarto e se vestia com roupas femininas. Em Psicose, sem edição no Brasil há 50 anos, Bloch antecipou e prenunciou a explosão do fenômeno serial killer do final dos anos 1980 e começo dos 1990. O livro, assim com o filme de Hitchcock, tornou-se um ícone do horror, inspirando um número sem fim de imitações inferiores, assim como a criação de Bloch, o esquizofrênico violento e travestido Bate, tornou-se um arquétipo do horror incorporado a cultura pop.

Oi pessoal, estava sumido por aqui, mas finalmente a faculdade deu uma folga, e hoje venho conversar com vocês sobre o clássico, Psicose.

Neste livro, invadiremos a vida e pensamentos de Norman Bates um senhor extremamente introspectivo, mas que guarda muitos mistérios em uma mente nebulosa. Norman é o grande responsável pelo Bates Motel, uma espécie de pousada que foi um investimento da família, após Norma Bates, sua mãe, ser abandonada pelo marido. Norma Bates era uma mãe altamente protetora, o que fez com o seu filho, mesmo de idade avançada, nunca saísse de baixo das suas saías. Tal superproteção gerou consequências que se mostrarão ao longo da história.

“Ela só queria protege-lo...”

No outro lado (mas plenamente ligados) da trama, temos Mary e sua irmã e o seu noivo, Sam. Mary e Sam se conheceram e logo se apaixonaram, planos e mais planos foram feitos, inclusive de casar, mas o noivo pretendia quitar suas dívidas e evoluir o seu negócio para aí sim, concretizar o matrimônio. Mary já inquieta com o tempo que nunca passava, pois Sam deu um prazo de alguns anos, acabou tomando uma atitude precipitada e pretendia ir de encontro a Sam, e no caminho da cidade do noivo, ela acaba se perdendo e acaba parando no Bates Motel, que acabou ficando um pouco escondido e até esquecido, pois a avenida em que ele fora erguido, acabou ficando em segundo plano, com a construção de  uma nova e melhor rodovia, é a partir dessa chegada de Mary, uma linda jovem por sinal, que todos os mistérios do livro começam a se desenvolver e conheceremos lados obscuros e complexos do Sr. Bates.


Uma escrita fluída, de termos consistentes que rapidamente descrevem e colocam em nossa mente um ambiente de um suspense inigualável, Robert Bloch consegue fazer uma conexão entre personalidade e ambiente, que me deixou totalmente imerso na história. Como não ficar apreensivo com a tão conhecida cena do “grito no banheiro”.  Ao longo do desenrolar dos fatos, vamos conhecendo um pouco sobre a vida dos personagens, e um pouco do que de fato motivou Bates a se transformar no que se transformou.

Nesta obra, teremos momentos de aflição, dor, raiva, inquietação e alguns aspectos que a princípio parecem mal esclarecidos, mas que no final das contas acabam fazendo um enorme sentido. Por ser uma história bastante conhecida, muita gente já sabe do que se trata pois inspirou um filme e uma série, só que os três contém algumas diferenças, ainda não assisti o filme, porém vi a série, que acabou fazendo uma adaptação que pegou a essência da história, mas não a história em si, comecei a ler com muitos estereótipos formados na mente, mas foram se dissipando e dando lugar aos personagens tão característicos do Robert Bloch.

Um final realmente esclarecedor, pois em algumas partes achei a história lenta, mas tudo ali era parte da construção de um todo, que fizeram todo sentido ao fim da leitura. Leitura recomendadíssima e claro a série também para termos uma visão mais completa e vermos pontos distintos de uma história tão surpreendente. Pontos também para a incrível edição da Darkside que sempre dá um show a parte nas edições em que publica.




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Resenha #129: Onze leis a cumprir na hora de seduzir

Título: Onze leis a cumprir na hora de seduzir
AutoraSarah Maclean
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 336

Juliana Fiori é uma jovem ousada e impulsiva, que fala o que pensa, não faz a menor questão de ter a aprovação dos outros e, se necessário, é capaz de desferir um soco com notável precisão. Sozinha após a morte do pai, ela precisa deixar a Itália para viver com seus meios-irmãos na Inglaterra.
Ao desembarcar no novo país, sua natureza escandalosa e sua beleza estonteante fazem dela o tema favorito das fofocas da aristocracia. Pelo bem de sua recém-descoberta família britânica, Juliana se esforça para domar seu temperamento e evitar qualquer deslize que comprometa o clã. Até conhecer Simon Pearson, o magnífico duque de Leighton.
O poderoso nobre não admite nenhum tipo de escândalo e defende o título e a reputação da família com unhas e dentes. Sua arrogância acaba despertando em Juliana uma irresistível vontade de desafiá-lo e ela decide provar a ele que qualquer um – até mesmo um duque aparentemente imperturbável – pode ser levado a desobedecer as regras sociais em nome da paixão.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje é dia de falar do último volume desta trilogia que eu simplesmente amei e que fez com que me apaixonasse de vez por Sarah Maclean! O livro da vez é Onze leis a cumprir na hora de seduzir, uma história incrível que fechou a trilogia “Os números do amor” com chave de ouro! Vem saber um pouco sobre ele pois este é sensacional!




Este livro nos conta a história de Juliana Fiori, a meia irmã de Gabriel St. John e Nick, os irmãos gêmeos que nos encantaram nos livros anteriores.

Juliana é uma italiana de sangue quente, que não se adapta muito bem as regras de etiqueta inglesas e que acredita que uma vida vivida sem paixão não vale a pena. A mesma é ousada, impulsiva, não faz a menor questão de ser aprovada pelos outros e não leva desaforos para casa.

Como era de se esperar, sua natureza escandalosa e sua beleza fora do comum a torna o alvo de fofocas da nata inglesa, ganhando, por alguns, o apelido de “escândalo ambulante”.

Juliana é tudo que o Duque de Leighton não precisa no momento, tendo em vista que este precisa se casar com uma mulher de linhagem impecável, discreta e com uma excelente reputação para evitar os efeitos de um escândalo que, quando for revelado, vai abalar a imagem de sua família.

Acontece que Juliana não aceita a postura aristocrática e milimetricamente planejada do Duque – por quem nutre sentimentos – e resolve fazer de tudo para que ele perceba que a paixão vale muito mais que a reputação.

Ele, por sua vez, fará um esforço sub humano para provar que a moça está errada.

É com esses personagens tão distintos que vamos ver o enredo se desenrolar, nos proporcionando uma leitura divertida, envolvente e apaixonante.





Bem, como já disse, este foi o último livro dessa trilogia que vai me deixar com saudades! A única coisa que me “consola” é saber que Sarah, com sua narrativa arrebatadora criou uma história incrível para nós leitores!

Desde o primeiro momento em que apareceu, eu sempre tive curiosidade de ler um livro da Juliana e de ver o que realmente passava por sua cabeça. Aquela personagem impulsiva que errava tentando acertar, que mantinha firmemente suas opiniões e objetivos já tinha me ganhado de cara e com esse livro, bem, posso dizer que ela conquistou um lugar no meu coração.

Com o Duque de Leighton, ou melhor, Simon Pearson, bem, minha relação com foi de amor e ódio. Ver a forma como ele às vezes desdenhava ou tratava a Juliana me dava uma raiva tremenda! Na verdade, eu aprendi a aceita-lo e entende-lo, mas, não consegui me apaixonar por ele, como aconteceu com os outros livros. O engraçado é que mesmo assim, acabei amando os dois juntos e o final dos mesmos. Tal fato não atrapalhou em nada meu amor pela história!

Quando os dois personagens estão juntos saem faíscas! Em meio a farpas, beijos e momentos em que conhecemos mais dos temores desses personagens, vamos nos encantando e quando vemos estamos com um sorriso bobo no final do livro!

Outro ponto que amei foi a maior participação dos personagens dos livros anteriores. Temos mais da Callie, do Gabriel, Nick, Isabel e da casa de Minerva. Ver todos esses personagens envolvidos efetivamente na história desse livro foi algo incrível, que só me fez amar ainda mais este enredo.

Então fica aqui minha recomendação de um livro, bem como de uma trilogia incrível. Esta é um a daquelas obras para leitor nenhum de romance de época botar defeito!

Bem pessoal, esta foi a resenha de hoje! Não me estendi muito por já ter tecido em resenha dos livros anteriores mais comentários sobre a escrita e construção de personagens que ficaria muito repetitivo se colocasse aqui também. Espero que tenham gostado e que deem uma chance a essa série maravilhosa! Não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!!




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Quote de Quinta #8: Tudo e todas as coisas

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Depois de um longo tempo, volto com esta coluna aqui do blog! Escolhi um livro maravilhoso para voltar com chave de ouro e este foi Tudo e todas as coisas, da autora Nicola Yoon!

É uma história leve, despretensiosa e que ganha o leitor a cada virar de páginas! Não vou falar muito sobre ele por ter feito uma resenha bem completa lá no canal, onde também está tendo um SORTEIO de um exemplar desse livro. O vídeo está no final do post, então não deixem de conferir também ^^

Vamos aos quotes?

(...) Eu lembrei por que parei de prestar atenção no mundo. Mas fica difícil tentar retomar a rotina quando  posso ouvir os sons que vêm lá de fora. Percebo coisas que antes  não percebia. Ouço o vento nas árvores. Ouço pássaros fofocando de manhã. Vejo o sol atravessar a fresta entre as cortinas e penetrar no meu quarto durante o dia. Dá para marcar o tempo com essas coisas. Por mais que eu esteja tentando bloquear o mundo lá fora, ele parece determinado a entrar.


A vida é dura, meu bem. Cada um segue em frente como pode.


Tudo envolve riscos. Não fazer nada também é arriscado. A decisão é sua.


A vida é um dom. Não se esqueça de vivê-la.


Às vezes o mundo se revela diante de nós. Estou sozinha no jardim de inverno, e está escurecendo. O sol do fim da tarde entra pela parede de vidro e forma um trapezoide de luz. Ergo os olhos e vejo partículas de pó em suspensão, flutuando, cristalinas e luminosas, no feixe de luz. Bem debaixo do nosso nariz existem mundo inteiros que mal notamos.


Quer saber mais sobre o livro ou participar do sorteio para concorrer a um exemplar? Assista o vídeo:


Bem pessoal, é isso! Espero que tenham gostado dos quotes que separei e que se animem a ler este livro maravilhoso! Beijos, até o próximo post!

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Resenha #128: A lista de Brett

Título: A lista de Brett
AutoraLori Nelson Spielman
Editora: Verus
Nº de Páginas: 352

Brett Bohlinger parece ter tudo na vida — um ótimo emprego como executiva de publicidade, um namorado lindo e um loft moderno e espaçoso. Até que sua adorada mãe morre e deixa no testamento uma ordem: para receber sua parte na gorda herança, Brett precisa completar a lista de sonhos que escreveu quando era uma ingênua adolescente.
Deprimida e de luto, Brett não consegue entender a decisão de sua mãe — seus desejos adolescentes não têm nada a ver com suas ambições de agora, aos trinta e quatro anos. Alguns itens da lista exigiriam que ela reinventasse sua vida inteira. Outros parecem mesmo impossíveis.
Com relutância, Brett embarca numa jornada emocionante em busca de seus sonhos de adolescência. E vai descobrir que, às vezes, os melhores presentes da vida se encontram nos lugares mais inesperados.

Já fazia algum tempo que eu estava namorando esse livro. Até que um belo dia me deu louca e eu comprei 6 livros na Saraiva (está faltando chegar 1 ainda...Saraiva...manda logo...) e  A lista de Brett entre eles.

Eu tento não ter expectativas em relação ao livro que irei iniciar, mas como eu já havia lido e visto vídeos de outros booktubers, ficou meio difícil, mas vou dizer...é tudo isso que eu ouvi mesmo, vou contar um tico!

Mas onde fica exatamente a linha divisória entre coragem e arrogância, entre o desejar o que é certo e esperar mais do que merecemos?

Brett Bohlinger, 34 anos, perde a mãe para o câncer. Foi muito rápido o período transcorrido entre o diagnóstico a morte.

Sua mãe fez patrimônio considerável a partir de uma empresa de cosméticos e, ao se encontrar com o advogado Brad Midar, junto com seus irmãos Jay e Joad e cunhadas Shelley e Catherine, ela tem a surpresa de não ser nomeada presidente da empresa da mãe como também não iria receber nenhuma herança se não completasse uma lista de sonhos feita quando tinha 14 anos. Sua mãe acreditava que a vida que Brett levava não era a que ela de fato sonhara para si, e com isso espera que a filha repense sua vida e a faça valer a pena.




O medo de mudanças nos faz estagnar.

No inicio me incomodou muito a cegueira de Brett em relação ao seu relacionamento com Andrew (seu namorado no início do livro)e tenho que dizer que estou com raiva dele ate agora!!!!!!!  Mas, gente, é lindo ver o amadurecimento de  Brett e o quanto sua mãe estava certa sobre sua vida, e alguns itens da lista simplesmente fluem  e não se tornam algo árduo de se conquistar, pois a visão dela em relação a tudo e todos vai mudando, e algumas respostas a perguntas sobre seu passado e sua relação com seu pai ,  aparecem e vão lapidando sua personalidade.

É emocionante as cartas que sua mãe deixa para Midar ler para ela, quando um item de sua lista é concluído. Ao escrever essas cartas, a autora mostrou grande sensibilidade  e foi muito bem colocado no livro, dando a ele um toque especial.

Como nem tudo é perfeito, o final do livro, a meu ver, foi bem simplório frente a grandiosidade do livro. Poderia ter sido melhor explorado e não ter resolvido as coisas tão rapidamente...Mas, queridos, recomendo MUITO, pois nos faz repensar sobre nossos sonhos, o que poderíamos fazer que deixou para trás por comodismo ou simplesmente porque para nós não é tão importante no momento e deixamos passar.

E vocês já leram? O que acharam? Não deixem de comentar ok? Beijo grande e ate a próxima!

Postado por Ana Carolina


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Resenha #127: Um menino em um milhão

Título: Um menino em um milhão
Autora: Monica Wood
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 352


Quinn Porter é um guitarrista de meia-idade que nunca conseguiu deslanchar na carreira. Enquanto aguardava sua grande chance na música, foi um marido e pai ausente, e jamais conseguiu estabelecer um vínculo afetivo com o filho, uma criança obcecada pelo Livro dos Recordes e algumas peculiares coleções.
Quando o menino morre inesperadamente, alguém precisa substituí-lo em sua tarefa de escoteiro: as visitas semanais à astuta Ona Vitkus, uma centenária imigrante lituana.
Quinn assume então o compromisso do filho durante os sete sábados seguintes e tenta ajudar Ona a obter o recorde de Motorista Habilitada Mais Velha. Através do convívio com a idosa, ele descobre aos poucos o filho que nunca conheceu, um menino generoso, sempre disposto a escutar e transformar a vida da sua inusitada amiga. Juntos, os dois encontrarão na amizade uma nova razão para viver.
Um Menino em Um Milhão é um livro sensível, poético e bem-humorado, formado por corações partidos e aparentemente sem cura, mas unidos por um elo de impressionante devoção pessoal.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje venho falar de um livro super especial e extremamente delicado: Um menino em um milhão.




Havia algo errado com aquele menino, dando-lhe o aspecto de um visitante de outro tempo, de outro lugar.
Ele fazia com que ela se lembrasse do fascínio que um dia sentira pelas pessoas. Das múltiplas vidas que tinha vivido.


Um menino que morre de repente de uma doença silenciosa e praticamente indetectável. Um pai omisso que vai assumir as obrigações do garoto como escoteiro pelo tempo que faltava. Essa por si só já seria uma trama marcante, se não contasse ainda com uma senhora de 104 anos, que foi convencida a bater alguns recordes do guines pelo menino e claro, a essência deste segundo, que era uma criatura iluminada que o pai não teve tempo de conhecer.


Sua apreensão em ir até ali parecia acertada – o menino estava em toda parte. Quinn nunca quisera ter filhos. Tinha sido um pai estranho, constantemente ausente; e agora, após a morte do seu menino, não se via tomado pela paralisia congelante nem pela lucidez cristalina do luto, mas sentia seu coração pesar com um emaranhado de ironias lúgubres e tristes.

Este é o enredo que nos envolve nesta trama. Através de uma narrativa fluida, doce e repleta de questionamentos, acompanhamos Quinn Porter, um guitarrista de meia idade, cumprindo as últimas obrigações do filho de 11 anos que morreu de forma inesperada. O que ele não imaginava era que descobriria uma criança tão especial e inspiradora e nem que surgiria uma amizade entre ele e a senhora que o filho ajudava e que cativou, Ona Vitkus.

Mais uma vez Ona tinha à sua frente aquele menino estranho e adorável que pulava de alegria na sua cozinha. Uma alegria que não dava as caras por ali desde a morte de Louise. Uma alegria que talvez lhe desse motivação suficiente para viver mais duas décadas se preciso fosse.

Esta amizade que ultrapassa gerações, nos traz mensagens e reflexões sobre morte, família, separação, amor, perda, velhice, solidão, luto, sonhos e o mais importante, sobre vida. Essa história nos mostra o dom maravilhoso que recebemos e como devemos saber aproveitá-lo da melhor maneira possível.

Como Ona Vitkus, depois de tantos anos sozinha, havia se deixado arrastar por aquele redemoinho de amores e desamores, de mágoas e invejas, de faíscas e reconciliações fajutas? Ah, e como era patética aquela gente tão cheia de vontades confusas e interesses conflitantes, cega para o tiquetaquear irrefreável de suas respectivas vidinhas.

É uma leitura daquelas que te emociona, te prende e te faz refletir sobre muitas coisas de sua própria vida. Não são só os personagens que são tocados pela história deste menino em um milhão. Nós leitores também somos, enquanto acompanhamos a trajetória desses personagens únicos e com características extremamente reais. Repletos de qualidades e defeitos, estes poderiam claramente ser você, um amigo ou até eu mesma e isso é simplesmente fantástico.

Acredito que não possa mais falar nada sem estragar a experiência de leitura, então me resta parar por aqui indicando esta obra, que sem sombra de dúvidas, é uma ótima pedida.

Deixem-se tocar pela história de “Um menino em um milhão”, vocês não vão se arrepender! Mais que um livro para se ler, é um livro para se sentir e isso, sem sombra de dúvidas, é algo incrível.

Bem pessoal, é isso! Espero que tenham gostado dessa resenha um pouco diferente do que costumo fazer. Não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!


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