Resenha #122: Quando a Bela domou a Fera

Título: Quando a Bela domou a Fera
AutorEloísa James
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 320


Eleito um dos dez melhores romances de 2011 pelo Library Journal, "Quando a Bela domou a Fera" é uma releitura de um dos contos de fadas mais adorados de todos os tempos.
Piers Yelverton, o conde de Marchant, vive em um castelo no País de Gales, onde seu temperamento irascível acaba ferindo todos os que cruzam seu caminho. Além disso, segundo as más línguas, o defeito que ele tem na perna o deixou imune aos encantos de qualquer mulher.
Mas Linnet não é qualquer mulher. É uma das moças mais adoráveis que já circularam pelos salões de Londres. Seu charme e sua inteligência já fizeram com que até mesmo um príncipe caísse a seus pés. Após ver seu nome envolvido em um escândalo da realeza, ela definitivamente precisa de um marido e, ao conhecer Piers, prevê que ele se apaixonará perdidamente em apenas duas semanas.
No entanto, Linnet não faz ideia do perigo que seu coração corre. Afinal, o homem a quem ela o está entregando talvez nunca seja capaz de corresponder a seus sentimentos. Que preço ela estará disposta a pagar para domar o coração frio e selvagem do conde? E Piers, por sua vez, será capaz de abrir mão de suas convicções mais profundas pela mulher mais maravilhosa que já conheceu?

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje é dia de resenha de romance de época e o livro da vez é Quando a Bela domou a Fera, da autora Eloísa James. O livro foi lançamento de março pela Editora Arqueiro e traz vários elementos novos nesse gênero que tanto amamos. Bora saber um pouco mais sobre ele?


 O livro nos conta a história de Linnet, uma bela mulher que chama a atenção por onde passa e que vive a sombra da imagem de sua mãe, vez que a mulher possuía uma reputação duvidosa perante a sociedade inglesa.

Com a reputação de sua genitora recaindo sobre si, um vestido de baile errado e um beijo flagrado no príncipe, Linnet vê sua reputação cair por terra, perdendo as esperanças de fazer um bom casamento com um nobre.

Qual seria a solução? Casá-la com o único conde que não se importaria com sua reputação nem com as más línguas inglesas. Quem seria este? Piers Yelvertonb, conde de Marchant, um homem sarcástico, de temperamento difícil e que possui o apelido de Fera junto à sociedade.

O que havia de belo em seu pai era bruto nele; seus olhos eram azuis, mas gelados, como um inverno rigoroso. Ele não parecia civilizado. Ninguém colocaria aquele rosto em uma moeda, romana ou qualquer outra. Ele parecia muito grosseiro... muito... muito feroz, percebeu ela de repente.

Este é um médico brilhante e não possui qualquer traquejo social. Pierre não pretende se casar com a moça já que o arranjo fora feito por seu pai, com quem não se dá bem.

_ Ah, mas eu acho que somos perfeitos um para o outro – disse ela, só para cutuca-lo.
_ Um médico totalmente maluco – esse sou eu – e uma beldade terrivelmente conveniente – essa é você –, mancando juntos rumo a uma vida de felicidade? Duvido muito. Você tem lido contos de fadas demais.

A junção de duas pessoas inteligentes e de personalidade forte, com objetivos diferentes e com uma química incrível nos rende uma deliciosa história de amor, onde nossos personagens testarão seus limites e sentimentos para que finalmente encontrem seus finais felizes.


Acho que deu para vocês perceberem por minhas resenhas aqui no blog o quanto gosto de romances de época e quantos deles já li, certo? Com isso em mente, acreditem em mim quando digo que este livro possui vários elementos distintos do que costumamos encontrar, quer ver só?

O personagem Pierre é um conde que não vive para frequentar salões de baile e ser libertino. Ele é um médico brilhante, manco e extremamente franco e mal humorado. Identificaram em qual personagem ele foi inspirado? Não? Conto para vocês: Doutor House!

Você não está lendo errado! Temos aqui um personagem de romance de época inspirado no House, com suas peculiaridades e genialidade. Ver um personagem como este em um romance de época é algo que sequer havia imaginado!

Agora, além disso, acrescente elementos de A Bela e a Fera (meu conto de fadas favorito) e um cenário que foge dos salões de baile e migra para um castelo em Gales que foi transformado em hospital.

Este é o pano de fundo de nossa história e cá entre nós? Rendeu um enredo maravilhoso!
Os personagens também nos ganham. Linnet é uma mocinha cheia de personalidade e de vontades, que não mede esforços para conseguir o que quer. Ela sabe se valer de sua beleza muitas vezes para tal intento.
Pierre é um homem cético, desconfiado, genial e que esconde um trauma do passado.

A união desses dois personagens em meio a farpas, confidências e superação de seus demônios pessoais conquistam o leitor. Ver os dois lidando com as marcas dos erros dos pais e tentando encontrar uma maneira de perdoá-los é maravilhoso de se ler. Os capítulos finais da história dos dois são incríveis!

Quanto a narrativa da autora, tive um pouco de dificuldade para entrar no ritmo de sua história nos primeiros capítulos, acredito eu por não conseguir imaginar bem alguém como o House inserido em um romance de época. A medida que a história foi tomando forma, acabei mergulhando na mesma e só a larguei quando terminei. Espero poder ler mais obras da autora em breve para tirar a prova dos nove: se foi a adaptação com o personagem que fez com que a leitura não fluísse tão bem no início ou a falta de costume com a narrativa da mesma.

Este é um romance de época com novos elementos, com um enredo delicioso de se ler, com personagens incríveis, sarcásticos, inteligentes e envolventes, que vão te ganhar a cada virar de página. Fica aqui minha recomendação, com a certeza de estar indicando uma história que a Julia Quinn também indica! Rs

Falando em Julia Quinn, quem leu o livro Um beijo inesquecível, vai identificar um certo livro que a personagem do romance de Eloísa estava lendo. Só acho que se ele está famoso entre nossas personagens literárias favoritas, devia ser escrito para que nós leitoras pudéssemos conhecer também! rs

Espero que tenham gostado da resenha e que não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!


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Resenha #121: Memórias de uma Gueixa

Título: Memórias de uma Gueixa
AutorArthur Golden
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 448


Olhos cinza-azulados. Muita água em sua personalidade, é o que diz a tradição japonesa. A água que sempre encontra fendas onde se infiltrar, cujo destino não pode ser detido. Assim é Sayuri, uma das gueixas mais famosas de Gion, o principal distrito dessa arte milenar em Kioto. Com um olhar, ela é capaz de seduzir. Com uma dança, ela deixa os homens a seus pés. O que ninguém sabe é que, por trás da gueixa de sucesso, há um passado de perdas e desilusões de uma mulher que, desde o dia em que o pai a vendeu como escrava, fez cada uma de suas escolhas motivada pelo amor ao único homem que lhe estendeu a mão. Neste livro acompanhamos sua transformação enquanto ela deixa para trás a infância no vilarejo pobre e aprende a rigorosa arte de ser uma gueixa: dança e música, quimonos e maquiagens; como servir o chá de modo a revelar apenas um vislumbre da parte interna do pulso; como sobreviver num mundo onde o que conta são as aparências, onde a virgindade de uma menina é leiloada, onde o amor é considerado uma ilusão. Já idosa, vivendo nos Estados Unidos, ela narra suas memórias com a sabedoria de quem teve uma vida longa e o lirismo de quem soube encontrar nela seu lado mais doce. Neste relato único, que reúne romance, erotismo e, muitas vezes, a dura realidade, Arthur Golden desenvolve uma escrita refinada e dá voz a uma personagem instigante e humana que conquistou milhões de leitores em todo o mundo.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? O post de hoje é sobre o livro Memórias de uma Gueixa, do autor Arthur Golden e foi um daqueles livros que chamou a atenção pela capa, confesso! Sem mais enrolação, vem comigo que vou te falar um pouquinho sobre minha experiência de leitura!


Este é um romance fascinante que nos apresenta a Sayuri, uma gueixa famosa em seu tempo e que agora conta a sua história a um pesquisador que se tornou seu amigo.

Sua narrativa tem início em uma vila de pescadores, em 1929, onde a menina de nove anos, nascida como Chiyo, é tirada de casa e vendida como escrava para uma okiya em Gion, um distrito de Kioto.  Pouco a pouco, vamos acompanhando sua vida na okiya Niita, passando por diversos infortúnios até seu treinamento definitivo para se tornar uma gueixa.

Em meio a lições de maquiagem, vestuário e dança, acompanhamos diversos pontos da cultura oriental e um pano de fundo que se estende por marcos históricos como a segunda guerra, nos envolvendo e fazendo com que esta história fique em nossa mente.

Voltei àquelas sepulturas pouco depois e, parada ali, descobri que a tristeza era uma coisa muito pesada. Meu corpo pesava o dobro que no momento anterior, como se aquelas tumbas me puxassem para baixo, para junto delas. f.14


Resolvi não me estender muito no resumo sobre a obra já que a sinopse já traz tantos elementos sobre a mesma, não restando muito sobre o que falar que não seja spoiler rs.

Como o próprio título do livro já nos mostra, trata-se de um enredo narrado por Sayuri, uma ex gueixa que nos conta tudo o que viveu, em meio a costumes japoneses e acontecimentos de sua vida.

Enquanto ela nos brinda com sua história, nos mostra elementos da cultura oriental que a levaram por aquele caminho, que fizeram com que sua vida passasse pelos acontecimentos narrados.

Considerei este estilo de narrativa um ponto alto da obra, uma vez que conhecemos a personagem profundamente, nos sentindo cada vez mais próximos dela quando a história vai tomando forma com as descrições minuciosas sobre lugares, costumes e crenças. O autor soube desenvolver tão bem este enredo que algumas vezes era como se pudesse ver local onde se passava o trecho do livro e isto é simplesmente fantástico.

Outro ponto positivo foram essas explicações sobre a cultura japonesa, da qual não sei praticamente nada. Eu sequer sabia ao certo o que eram as gueixas e confesso que conhecer um pouco mais sobre sua história e a forma como elas marcaram sua cultura me deixou fascinada. O autor explica cada expressão, cada detalhe da cultura oriental citada no livro, o que para alguns pode ser tornar algo maçante, mas, para mim, foi simplesmente incrível! Conhecer tudo aquilo pelos olhos de Sayuri só deixou tudo mais delicado e interessante.

Devo lhe dizer algo sobre o pescoço no Japão, se ainda não sabe: é que em geral os homens japoneses sentem a respeito do pescoço e da garganta de uma mulher o mesmo que os homens no ocidente podem sentir com relação às pernas. É por isso que as gueixas usam as golas de seus quimonos tão abertas atrás que se veem as primeiras vértebras de sua espinha; suponho que é como uma mulher em Paris usando saia bem curta. f.71

Em relação ao enredo, o mesmo flui muito bem, ainda que com as descrições citadas acima, nos proporcionando uma leitura marcante e emocionante, repleta de personagens distintos e bem desenvolvidos que, no geral, são fundamentais para o desfecho, sendo eles principais ou secundários.

Falando em desfecho, o mesmo me decepcionou um pouco. Não por falta de coerência, longe disso, mas, por minhas expectativas e torcidas não serem supridas. Não posso explicar em qual aspecto isso aconteceu sem dar spoilers, mas, acho que muitas pessoas concordariam comigo.

Vale ressaltar ainda a visão de como estava o Japão e sua população na segunda guerra. Foi uma visão diferente de tudo que havia lido sobre esse período e confesso que gostei muito dessa nova perspectiva.

Recomendo esta obra a qualquer um que goste de romance histórico e que curta ou tenha curiosidade em conhecer sobre a cultura japonesa, principalmente relacionada as gueixas.

É isso pessoal! Espero que gostem e que não deixem de comentar! Beijos e até o próximo post.


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Resenha #120: Um novo amanhã

Título: Um novo amanhã
AutoraNora Roberts
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 320


A tradicional pousada da cidade de Boonsboro já viveu tempos de guerra e paz, teve diversos donos e até sofreu com rumores de assombrações. Agora ela está sendo totalmente reformada, sob direção dos Montgomerys, que correm para realizar a grande reinauguração dentro do prazo. Beckett, o arquiteto da família, é um charmoso conquistador que passa a maior parte do tempo falando sobre obras, comendo pizza e bebendo cerveja com seus irmãos Ryder e Owen. Atarefado com a pousada, ultimamente nem tem desfrutado de uma vida social decente, mas pretende mudar logo isso para atrair a mulher por quem é apaixonado desde a adolescência.Depois de perder o marido na guerra e retornar para Boonsboro, Clare Brewster leva uma vida tranquila cuidando de sua livraria e dos três filhos. Velha amiga de Beckett, ela volta a se reaproximar dele ao ajudar nos preparativos da pousada. Em meio a essa apaixonante reconstrução, rodeados de amigos, Beckett e Clare passam a se conhecer melhor e começam a vislumbrar um futuro novo e promissor juntos. Neste primeiro livro da trilogia A Pousada, Nora Roberts apresenta o romântico Beckett Montgomery, que, ao buscar realizar o sonho de sua família, acaba deparando com um amor que pensava estar esquecido.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje é dia de resenha e esta é da nova colunista do Entre Livros e Personagens! A Ana está começando hoje, então espero que a recebam com muito carinho! O livro escolhido foi Um novo amanhã, da autora Nora Roberts, primeiro volume da trilogia A Pousada (que estou louca para conferir! Rs). Enfim! Esperamos que gostem da resenham mas, antes de mais nada, uma pequena apresentação!

Olá, sou a Ana Carolina, tenho 34 anos, sou casada e tenho um lindo menininho de dois anos, o Antônio. Compartilho com vocês essa paixão louca por livros e espero que vocês gostem das minhas resenhas. Grande Beijo!



“Algumas coisas foram feitas para durar. Elas precisam de cuidados, compreensão, respeito e muito, muito trabalho. Quaisquer que sejam as alterações, o coração resiste.”

Um Novo Amanhã é o primeiro livro da trilogia A Pousada e cada livro conta a história de um dos irmãos Montgomery. Estes são construtores e cada um exerce um papel na reconstrução da Pousada de BoonsBoro junto com sua mãe Justine, que tem a irmã Carolee como fiel escudeira.

Este é um romance contemporâneo, e nesse livro a história é centrada em Beckett Montgomery e Clare Brewster.

Beckett é o arquiteto, mas também ajuda seus irmãos na carpintaria e marcenaria, para que tudo saia do seu gosto e fiel aos seus desenhos.

Desde a adolescência sofre de uma paixonite por Clare, só que ela se casou muito cedo com Clint seu namorado desde os 15 anos, e como ele era militar, mudou bastante de cidades e com ele teve três filhos, Harry, Liam e Murphy. Clare estava grávida de poucas semanas de Murphy quando veio a notícia do falecimento de Clint e os dois mais velhos eram bem pequenos e decidiu voltar a BoonsBoro, para perto de seus pais e com a sua paixão por livros, abriu a livraria, Virando a Página.

Beckett e Clare se reaproximam e iniciam um namoro por parte descontraído, colocando várias crenças em xeque, dela e dele.










Um livro bem gostoso de ler, descompromissado, fluido, super clichê, com alguma ação somente no final, daqueles que termina  e a gente já quer logo saber o que vai acontecer no próximo.

O livro chega a ser bem descritivo, um pouco maçante, em alguns pontos, mas para quem gosta de arquitetura e design, como eu, é gostoso colocar a mente para trabalhar e imaginar a recepção, cozinha, escritório, e cada quarto da pousada que tem decoração, pintura, e até aroma próprio e nome...cada suíte é batizada com nome de um casal clássico da literatura , como, Elizabeth e Darcy. E álias, Elizabeth ou Lizzie, para Beckett, é a fantasma que habita esse quarto no terceiro andar, e confesso, quero saber mais sobre ela e espero que a autora tenha contado essa história nos livros seguintes.

"Beckett adorara a ideia da mãe de dar às suítes nomes de casais apaixonados da literatura que tiveram um final feliz. Ela tivera isso com todas, exceto com a da frente, que decidiu chamar de A Cobertura."

As crianças protagonizam grande  parte das cenas divertidas da trama, junto com a simpática e despojada amiga de Clare, Avery, dona da pizzaria da cidade, Vesta.

 Li algumas resenhas um tanto negativas sobre o livro, principalmente, pela parte descritiva e pela falta de ação, mas reitero, é um livro despretensioso para uma leitura despretensiosa.

Se você gosta de um romance gostoso de ler, clichê, que flui bem e que te deixa louco pela continuação, este é o seu livro. Fica aqui a recomendação!

Espero que tenham gostado da resenha. Não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!


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Entre Livros e Filmes: A Bela e a Fera



Olá pessoal, tudo bom com vocês? No dia 18 de março fui ao cinema com o Daniel conferir o filme mais aguardado do ano para mim (e para muita gente, acredito eu!). Vale sempre lembrar que vou comentar como expectadora, já que não posso falar com propriedade de quesitos técnicos do filme!

Como cresci assistindo A Bela e a Fera, tendo este se tornado meu desenho favorito da Disney, as expectativas e apreensão com o que encontraria no Live-action estavam nas alturas! Para terem uma ideia, fiquei com receio até da versão de Beauty and The Beast, cantada por Ariana Grande e John Legend! Amo a voz da Celine e fiquei com medo da nova versão, com a qual me surpreendi positivamente. Caso você não tenha conferido ainda, o clipe maravilhoso:






Voltando ao filme, para quem não sabe, ele conta a história de Bela – vivida no cinema por Emma Watson <3 – que tem o pai capturado por uma Fera, interpretada por Dan Stevens, e se oferece para ficar no lugar do pai em troca da liberdade do mesmo. Ela acaba descobrindo mágica no castelo, através de objetos mágicos, que lhe contam que a Fera na verdade é um príncipe amaldiçoado até que se quebre o feitiço. Caso isto aconteça, ele voltará a ser príncipe assim como os objetos do castelo voltarão a ser humanos.



Nesta live-action, temos uma adaptação fidedigna mas, com a ampliação da história conhecida, explicando algumas motivações, fechando as pontas soltas e trazendo material inédito e maravilhoso ao telespectador. Mas não se engane achando que este é o único ponto forte do filme.



Em meio a cenários e figurinos fantásticos, temos em alguns pontos a fiel história da Disney, até com alguns diálogos originais, mas temos também canções inéditas (destaque para a da Fera, que ficou MARAVILHOSA) e explicações melhores da transformação da fera e o motivo pelo qual seus empregados foram também amaldiçoados.  Entre canções antigas e novas, vemos um pouco mais do passado e das origens dos personagens que dão título ao filme e claro, um elo mais forte ainda entre Maurice (Kevin Kline) e sua filha.



Tenho que ressaltar também a interpretação de Gaston (Luke Evans) e LeFou (Josh Gad), que foram incríveis em seus papéis, principalmente esse segundo, que tem um desejo reprimido por Gaston que fica mais explícito nesse filme (apesar de eu acreditar que já ficava bem explícito no desenho também! Rs).



O filme num todo me encantou e fez com que eu me apaixonasse por essa nova versão. Não havia ninguém melhor ao meu ver para interpretar a Bela e ver a Emma vivendo aquela personagem e cantando tão lindamente acabou me ganhando de cara! Dez pontos para Grifinória! Haha




A cada nova cena, cada música regravada e novas canções, eu ia me envolvendo mais, me emocionando com a história daqueles personagens tão conhecidos por mim e que ganhavam uma nova roupagem através de meus olhos.



Terminei o filme com uma sensação maravilhosa, morrendo de vontade de sair comentando e compartilhando por aí todo o amor que senti pelo mesmo e todas as sensações que experimentei!

Poderia ficar por horas falando sobre cada ponto encantador, maravilhoso, envolvente, incrível e milhares de outros elogios que posso encontrar com ajuda do google, mas, prefiro dizer agora e de uma vez: se não assistiu ainda, ASSISTA! É uma daquelas histórias que vai te ganhar e te deixar cheio de sentimentos bons! É um filme que merece muito ser visto!



Por hoje é isso pessoal, espero que minha empolgação não incomode vocês! Rs Não deixem de comentar, beijos e até o próximo post!


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Resenha #119: Uma noite como esta

Título: Uma noite como esta
AutoraJulia Quinn
Editora: Arqueiro
Nº de Páginas: 272


Daniel Smythe-Smith passou três anos exilado na Itália depois de um duelo com seu amigo, o gênio matemático Hugh Prentice, e quase o fez perder uma perna. Com isso o pai de Hugh, Lorde Ramsgate, o ameaçou dizendo que se ele não saísse do país seria morto, mas um dia ele recebe a visita de seu amigo, que o libera para voltar à Inglaterra...Ele volta justamente no dia da apresentação do Quarteto, mas encontra uma pessoa diferente ao piano (já que sua prima Sarah fingiu estar doente para não participar, Anne Wynter, a governanta das irmãs dela a substituiu), ao olhar para ela, ele fica encantado e, ao final da tortura apresentação ele corre para encontrá-la. Ao vê-la, não resiste e a beija, mesmo sem conhecê-la direito e ela, depois de um tempo escapa dele e se esconde.Por falar em se esconder, Anne Wynter (ou melhor, Annelise Shawcross) esconde seu passado de todos, pois ela teve que se afastar de sua família, após ser enganada e humilhada por seu amado, que prometeu se casar com ela, sendo que na verdade já estava comprometido com uma mulher mais rica. Além de ter perdido a virgindade, o que já era terrível, ainda leva toda a culpa pelo que aconteceu, e por isso, ela não pode mais ter contato com a família e ela é levada para viver como governanta numa residência na Ilha de Man. Depois de um tempo, Anne foi contratada para cuidar das meninas Pleinsworth, primas de Daniel. E apesar da tentativa de manter seu passado oculto, a Lady Pleinsworth desconfiava que ela era de origem nobre e tinha motivos para negar sua criação.Daniel, ao saber que Anne é a governanta de suas primas, resolve ir sempre à casa Pleinsworth sob o pretexto de vê-las, e sempre ia passear com elas, porque sabia que ela iria junto. E, com isso eles vão ficando cada vez mais apaixonados, mesmo que ela não adimita. Mas, o que ele não sabe, é que os segredos de Anne, vão além do tipo de criação que teve, e que agora, mais do que nunca, precisará conhecer o seu passado, pois ambos estão correndo perigo, e, desta vez, não tem nada a ver com o Lorde Ramsgate ou o duelo.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? Hoje estou aqui para o segundo ato do nosso quarteto desafinado, repleto de mistério, romance e fantasmas do passado. As meninas são desafinadas mas o romance de Julia nunca perde o ritmo! Vamos saber um pouco mais sobre o romance de Daniel Smythe-Smith e Anne Wynter?


Daniel Smythe-Smity não planejara voltar a Londres no dia do concerto anual da família e, para ser sincero, seus ouvidos desejavam fortemente que ele não tivesse ido, mas seu coração... bem, essa era outra história.
Era um bom momento para voltar para casa. Até mesmo com a cacofonia.
Sobretudo com a cacofonia. Nada era mais sinônimo de “lar” para um homem da família Smythe-Smity do que música mal tocada.

Daniel Smithe-Smity está de volta após um exílio de três ocasionado por um momento de estupidez e embriaguez.  Este retorna justamente no dia em que o quarteto da família está se apresentando e, para sua surpresa, não é sua prima Sarah que está no piano. No instrumento encontra-se uma bela jovem que chama a atenção do rapaz por sua aparência. Ele não sabe o porquê, mas sente que simplesmente precisa conhecê-la.

Observou a dama ao piano com certo interesse. Ela estava se esforçando muito para acompanhar as outras. Abaixava e levantava a cabeça enquanto olhava a partitura de relance e, de vez em quando, se encolhia. Harriet estava perto dela, virando as páginas nos momentos errados.
(...) Então, finalmente, a jovem ergueu os dedos das teclas, enquanto Daisy começava o penoso solo de violino. Daniel observou a moça deixar o ar escapar, alongar os dedos e...
Ela levantou os olhos.
O tempo parou. Simplesmente parou. Era o modo mais piegas e clichê de descrever, mas aqueles poucos segundos em que o rosto dela se ergueu na direção dele... pareceram se estivar e se estender, dissolvendo-se na eternidade.

A moça em questão é Anne Wynter, governanta de Harriet, Elizabeth e Frances, as primas menores de Daniel.

Os dois se esbarram no fim do recital e, após os acontecimentos, o rapaz fica ainda mais fascinado.
Anne é uma mulher misteriosa, que não revela praticamente nada de seu passado e de suas origens. O que ninguém sabe é que a mesma cometeu um erro e foi privada de conviver com tudo aquilo que amava.

Quando Daniel decide passar mais com as primas, na intenção de estar mais perto da governanta, essas duas pessoas que foram obrigadas a fugir por erros do passado passam a se conhecer e se gostar, isto claro, em meio a segredos, crianças fofas e um inimigo que insiste em tirar uma vida. A questão é: por qual motivo?



Tenho visto muitas reclamações a respeito dessa série e confesso que isso fez com que começasse esse livro com receio! Entretanto, ao contrário do que me falaram, encontrei uma história linda, com um casal que esbanja química e com um ritmo maravilhoso!

Acredito que as pessoas esperavam dessa série um “Bridgerton 2.0” e se assim o for, vão se decepcionar. São séries distintas, com maneiras diferentes de serem desenvolvidas, mas igualmente maravilhosas - cada uma de sua forma!

Voltando a falar de Uma Noite como esta, bem, este livro não conseguiu superar o primeiro para mim, mas isso não impediu que entrasse para minha lista de favoritos!

Anne e Daniel são personagens que, por um erro cometido, são privados de viver com tudo e todos que amam e isso obviamente os marca, fazendo com que encarem o presente e o futuro de uma forma distinta da que viam anos atrás.

Anne começa a se envolver com Daniel, mas não vê futuro algum em uma relação com alguém de sua posição social. Ela não permitia mais se iludir com a promessa de um futuro perfeito e Daniel começa a quebrar suas certezas de uma forma doce, paciente e apaixonante, fazendo com que a trama nos renda uma bela história de amor! Amei ver a forma como os personagens vão aprendendo a lidar com sentimentos! Como eu disse, o casal esbanja química, nos arrancando suspiros em diversas cenas.

Outro ponto muito legal é o assassino a solta na história! Acho que não havia lido nada com essa pegada por parte da Julia Quinn e, mesmo não sendo difícil descobrir quem está por trás de todas as tentativas, é muito divertido acompanhar os personagens criando teorias sobre isso e envolvendo terceiros! Rs

Outra coisa que simplesmente amei nesse livro foi a aparição de Harriet, Elizabeth e Frances, principalmente dessa terceira que esbanja fofura com seus modos e amor por unicórnios! Eu não sei vocês, mas adoro quando temos crianças nas histórias. Elas dão um ar mais leve à trama e fazem com que o leitor se envolva com sua inocência e sinceridade.

Acho que vale mencionar também a importância dos personagens secundários ao decorrer e principalmente no desfecho da trama! Esse é outro ponto que devia ser mais explorado em romances de época!

Enfim! Vou parar por aqui para não cansar vocês, mas, fica a recomendação de um livro leve, fluido, apaixonante e encantador, que te arrancará suspiros e sorrisos! Deixem-se encantar pelo romance de Daniel e Anne e claro, por toda a fofura de Frances! Rs

É isso pessoal, espero que tenham gostado da indicação de hoje!  Beijos e até o próximo post!



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Resenha #118: A cor púpura

Título: A cor púrpura 
AutoraAlice Walker
Editora: José Olympio
Nº de Páginas: 336


Vencedor do Prêmio Pulitzer em 1983 e inspiração para a obra-prima cinematográfica homônima dirigida por Steven Spielberg, o romance A cor púrpura retrata a dura vida de Celie, uma mulher negra no sul dos Estados Unidos da primeira metade do século XX. Pobre e praticamente analfabeta, Celie foi abusada, física e psicologicamente, desde a infância pelo padrasto e depois pelo marido. Um universo delicado, no entanto, é construído a partir das cartas que Celie escreve e das experiências de amizade e amor, sobretudo com a inesquecível Shug Avery. Apesar da dramaticidade de seu enredo, A cor púrpura se mostra muito atual e nos faz refletir sobre as relações de amor, ódio e poder, em uma sociedade ainda marcada pelas desigualdades de gêneros, etnias e classes sociais.

Olá pessoal, tudo bom com vocês? A resenha de hoje é de um livro muito especial! Esta é uma daquelas obras que te marca sabe? Que faz com que você repense diversas situações e a leve para o resto da vida. O livro da vez é “A cor púrpura” da autora Alice Walker e foi uma leitura muito marcante. Vamos saber um pouco mais sobre ela?


Bom, tem vez que o Sinhô ____ me bate muito mesmo. Eu tenho que me queixar com o criador. Mas ele é meu marido. Eu deixo pra lá. Essa vida logo acaba, eu falo. O céu dura para sempre.

Escrito em 1982, A Cor Púrpura nos conta a história de Celie, uma mulher negra que viveu no sul dos Estados Unidos, na primeira metade do século XX, no período entre guerras. Celie é pobre, praticamente analfabeta e sofreu durante toda sua vida abusos físicos, emocionais e sexuais. É um livro epistolar, com uma linguagem simples e com erros, devido ao grau de instrução da personagem. É através de sua narrativa simples e emocionante que vamos conhecendo sua história.

A primeira parte do livro temos cartas que Celie direciona a Deus, narrando com a maior sinceridade possível todos os abusos sofridos primeiro na infância e após o casamento forçado com um homem autoritário e violento.

Num deixa eles dominarem você, a Nettie fala. Você tem de mostrar pra eles quem é que manda.
Eles é que mandam, eu digo.
Mas ela cuntinua. Você tem de brigar.
Mas eu num sei como brigar. Tudo o que sei fazer é continuar viva.

Celie, uma mulher frágil que nunca recebera carinho de ninguém além de sua sai irmã Nettie, se vê como uma mulher descartável, indigna de vontades e de receber amor.

Ele riu. Quem você pensa que é? Ele falou. Você num pode amaldiçoar ninguém. Olhe para você. Você é preta, é pobre, é feia. Você é mulher. Vá pro diabo, ele falou, você num é nada.

É nessa fase que ela fica fascinada por Shung Avery antes mesmo de conhece-la, quando seu marido ainda era amante da mulher.

Em uma segunda parte do livro onde as cartas passam a ser direcionadas a sua irmã, que Celia acredita estar morta, que ela passa a ter contato com Shung Avery.

Quando a mesma passa a morar em sua casa, Shug passa a desconstruir o pensamento de Celie, lhe mostrando que não podia aceitar ser tratada daquela forma. Ela passa a ajuda-la a desconstruir os pensamentos machistas incutidos na mulher e começa a questionar e recusar o papel pré-definido para as mulheres. É com a ajuda da mulher que Celia abre os olhos para a opressão a qual está sendo submetida, começa a descobrir o seu valor como ser humano e a ensina até mesmo a lidar com sua sexualidade.


Para quem viu meu vídeo com as melhores leituras de 2016 sabe o quanto este livro foi importante para mim.

Ele nos apresenta uma história sobre subserviência, violência de todos os tipos contra as mulheres, preconceito racial e de gênero. É um livro que põe o dedo na ferida, critica e desconstrói pensamentos. É um livro com uma mensagem incrível de empoderamento.

Apesar de ser uma leitura fluida, a mesma não é, de maneira alguma, uma leitura fácil. Por tratar de temas tão relevantes e trazer questionamentos que são válidos ainda nos dias de hoje, a obra se torna também uma reflexão trazida por uma personagem aparentemente simples, mas, com muito a nos ensinar.

Com um título não acidental que marca e representa o momento de autoconhecimento e desconstrução e construção de Celie, esta é uma obra que vai tocar o leitor, modifica-lo e o fará pensar nessa história por muito tempo, mesmo após ter concluído o livro.

Recomendo esse livro com a consciência de que o mesmo irá mexer com você e o emocionará muito. Esta é uma daquelas histórias que carregamos para vida, tendo conquistado um lugar muito especial em meu coração.

Espero que tenham gostado da indicação de hoje e não deixem de comentar ok? Beijos e até o próximo post!


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